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MÍDIA

Uma experiência sobre comunicação sustentável e redes de relacionamento


18/06/2009

O Nós da Comunicação promoveu na manhã da quinta-feira, 18 de junho, um encontro para debater a ‘Comunicação sustentável e redes de relacionamento. O que é? Como fazer?’. O encontro, que reuniu profissionais da academia e do mercado, foi realizado na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no Rio de Janeiro, e fez parte do programa do Ciclo Comunicar Sustentabilidade.
O workshop teve o intuito de criar uma experiência na gestão da inteligência coletiva nas estratégias de relacionamento com stakeholders e reuniu dois palestrantes envolvidos diretamente com ações sustentáveis: Regina Migliori, presidente do Instituto Migliori, consultora em cultura de paz da Unesco, especialista na implantação de modelos com foco em ética, valores e sustentabilidade e conselheira do Nós; e Rogério da Costa, um dos coordenadores do LInC/Laboratório de Inteligência Coletiva da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), especialista em filosofia, IC e redes sociais, e doutor em história da filosofia pela Université de Paris IV (Paris-Sorbonne).
Rogério iniciou o evento com a palestra ‘Inteligência coletiva e redes sociais. Transformações contemporâneas do trabalho coletivo’. Ao fazer um paralelo com a sociologia, exemplificou a importância das comunidades na sociedade de hoje. “A sociologia olhava os seres das comunidades em busca de dados: é homem ou é mulher? Qual a faixa etária? Qual a renda? Moram onde? Consomem o quê? Essa visão mudou para como as pessoas se relacionam, a densidade das relações. As perguntas passaram a ser: Quantos telefonemas você recebe por dia? Com quantos vizinhos você conversa?”, disse. “Uma nova evolução aconteceu nos anos 1990, com o advento da internet: as comunidades eram analisadas. Hoje, fazemos parte delas. O relacionamento deixou de ser geográfico”, prosseguiu.
O ato de viver em rede, em comunidades, está ligado à sustentabilidade subjetiva dos processos, explicado por Rogério como uma evolução natural. “O capitalismo começa extraindo os recursos da terra e depois passa a utilizar a força física das pessoas. No primeiro caso, a capacidade dos recursos é limitada, enquanto no segundo, é finita. O terceiro estágio foi a subjetividade dos indivíduos, ligada à memória, à criatividade, uma condição que não temos ideia ao certo, mas que aparenta ser ilimitada, talvez expansível. Não será por isso que trabalhamos tanto hoje em dia?”, questionou.

Uma nova forma de lidar com as coisas

Regina Migliori desenvolveu sua palestra com o tema ‘Comunicação sustentável e rede de relações’ e logo no início mostrou o quanto sustentável a sociedade precisa ser. “Ou criamos um jeito criativo de lidar com o que estamos lidando, ou morreremos”.
A consultora argumentou que a ideia do ‘fiz a minha parte’ não é mais aceitável e que a convivência em rede pressupõe o respeito pela diversidade. “No começo, o ‘fiz a minha parte’ era a regra, que foi substituída pelo compromisso com os resultados. Hoje, passamos aos compromissos com os impactos produzidos e aos compromissos éticos com grupos múltiplos, em que temos ativos tangíveis (materiais) e intangíveis (repercussão)”, salientou.
Exemplo perfeitamente descrito por meio do tripé da sustentabilidade. “No campo econômico, precisamos superar as desigualdades; no social, produzir uma cultura de paz; e no ambiental, recuperar a natureza”, continuou.
O papel fundamental das redes de relacionamento foi destacado pela especialista, sem esquecer do perigo que uma ‘overdose tecnológica’ pode causar ao indivíduo. “As redes são a oportunidade de rever a natureza dos vínculos que estabelecemos. Mas não podemos esquecer que a tecnologia é um apoio e não a rede. A natureza do resultado é que vale”, afirmou.
Regina diminuiu a importância que a internet tem no relacionamento entre as pessoas. “Precisamos reduzir a expectativa em relação à web. Ela é apenas uma das ferramentas de que dispomos. Tem gente que está fazendo blog de tudo. A tecnologia é coadjuvante, nosso foco deve estar nas relações. Será que precisamos estar plugados o tempo todo e com tudo? Como fica o bem comum nessa história? Acabamos por transferir para algumas coisas uma dimensão de verdade absoluta”, explicou.
Como parte das atividades do evento, os convidados tiveram a oportunidade de vivenciar uma experiência em rede, com base na neurociência e nas ciências da cognição. Uma pesquisa on-line foi respondida previamente por eles, com o objetivo de identificar tendências de funcionamento dos hemisférios cerebrais em aspectos que originam as diferentes maneiras como as pessoas se relacionam com o mundo. Enquanto o hemisfério esquerdo caracteriza a lógica, os aspectos analíticos, a linguagem formal e a clareza de detalhes; o direito responde pelas questões intuitivas, integradoras e informais. "Ninguém é apenas esquerdo ou apenas direito. Todos temos mais de um estímulo de pensamento", concluiu Regina.

Indo ao encontro dos anseios dos comunicadores

A iniciativa de promover o evento encontrou retorno imediato no universo da comunicação corporativa. “Este encontro fortalece a discussão em busca do desenvolvimento sustentável, sob a perspectiva da comunicação. É um evento solidário, para compartilhar esforços”, comentou Virgínio Sanches, superintendente de comunicação corporativa da Unimed-Rio e diretor do Capítulo Rio da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). O executivo anunciou que o 3º Congresso da Aberje, a ser realizado em 17 de agosto, terá justamente a sustentabilidade e as redes sociais como tema.
“Este workshop é totalmente aderente ao que estamos fazendo aqui na ESPM. É um feliz encontro, em que podemos convergir ideias para a comunicação, em busca de um mundo melhor, que a gente quer transformar”, completou Bernadete Almeida, coordenadora do ESPM Social.


DOWNLOAD DA APRESENTAÇÃO:



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