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10 maneiras de praticar sororidade


13/02/2020

 

Você sabe o que é sororidade? É o apoio entre mulheres.

As buscas no Google sobre o significado da palavra sororidade cresceu 250%, nos últimos dias, depois que a participante de um reality show usou esse termo na televisão. Isso mostra o tamanho da responsabilidade, nem sempre praticada, de um veículo de comunicação e sua influência sobre as pessoas. Mas essa é outra conversa. O tema aqui são as “manas” e a sororidade.

A palavra vem do latim “soror” que significa irmã. Sororidade significa irmandade, popularizou-se com o termo “manas”. Mas na prática é muito mais do que isso.

Sororidade é sobre empatia, ética, solidariedade, companheirismo e respeito pelas diferenças entre as mulheres.

É a ideia de que juntas somos mais fortes e que precisamos umas das outras para buscarmos a liberdade e os direitos que reivindicamos. Uma união para que estigmas e preconceitos enraizados sejam enfraquecidos. É estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres e fazer com que sejam agentes de transformação na vida umas das outras.

Apoiar outra mulher também significa parar de incitar a rivalidade e a crítica sem reflexão entre as mulheres. Essa rivalidade está tão enraizada, que às vezes passa até despercebida, é vista como algo natural. Mas não é.

Para praticar a sororidade, é preciso se livrar de alguns preconceitos e enraizar alguns hábitos. Aí vão 10 maneiras de praticar a sororidade:

1. Não julgue: outras mulheres são diferentes de você.

Aprenda a lidar com as diferenças, e entenda que nem todas as mulheres pensam e agem como você. Não julgue uma mulher por ser dona de casa, ou por não querer ter filhos, ou por suas roupas, corpo, comportamento, relacionamentos ou pela carreira que escolheu. Respeite o modo de ser das outras mulheres, e exija que você também receba este mesmo respeito.

 

2. Ofereça atenção, estímulo e ajuda

Não hesite em estimular, apoiar, ajudar, fazer algo para minimizar o sofrimento de uma mulher que esteja em uma situação difícil ou de risco. Ela precisa de você, de uma conversa, ou do simples fato de não se sentir sozinha.

 

3. Interaja com o trabalho de outras mulheres

O mercado de trabalho ainda é muito desigual em relação às mulheres. Por isso, compre bons produtos ou serviços que mulheres produzem, divulgue oportunidades, incentive o trabalho de outras mulheres, participe de grupos de empreendedoras e de mulheres que trabalham. Essa troca e o apoio mútuo é muito importante e alimenta uma importante teia de relações no trabalho.

 

4. Não enxergue outras mulheres como rivais

Não se compare com outras mulheres, nem pense que para mostrar seu valor é preciso competir com elas. Aliás, não se compare a ninguém, pois a comparação sempre resulta em insatisfação e infelicidade. Cada uma tem seu valor e suas próprias potencialidades. Encontre suas forças, e com tranquilidade, estimule as forças de outras mulheres.

 

5. Pare de criticar sem pensar

Você pode discordar de outra mulher, e é natural que isso aconteça. Mas pare de criticar de forma automática, sem refletir. Antes de cair na armadilha deste piloto automático que critica sem pensar, pare e reflita: você faria essa mesma crítica se essa atitude viesse de um homem? Cuidado com a percepção automática de que uma mulher não poderia se comportar de determinada forma, simplesmente por ser mulher.

 

6. Empodere outras mulheres

Ofereça seu tempo, compartilhe sua experiência, dê dicas, ajude outras mulheres a se informarem, dialogue sobre novas ideias, novas possibilidades de . Seja proativa em relação a outras mulheres.

 

7. Eduque melhor as meninas

Se você é mãe, professora, ou tem alguma atividade de educação, não reproduza modelos preconceituosos. Incentive as meninas, contribua para que elas acreditem nas suas potencialidades, e acreditem que têm diante de si, um mar de possibilidades na vida.

 

8. Seja uma liderança feminina

Onde você estiver, seja no trabalho, na escola, na família, assuma sua responsabilidade como liderança. Assuma seu papel como influenciadora, como exemplo e como estímulo. Seja você a transformação que você deseja no mundo.

 

9. Comunique a sororidade

Esparrame essa ideia. Irradie uma nova postura de empatia e companheirismo entre as mulheres. Seja onde for, converse, explique, e pratique esse jeito de ser ético e solidário.

 

10. Não lute contra os homens

Sororidadeé sobre energizar as mulheres, agir para transformar um modelo machista de dominação. Mas isso não significa ser contra os homens. Estabeleça alianças com os homens, tenha relações saudáveis e harmônicos com o universo masculino. Contribua para construir uma consciência social, onde mulheres e homens sejam livres para viver quem são e como são.

 

 

 





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Quem faz

Regina Migliori dedica-se a desenvolver o potencial ético e benéfico das pessoas, organizações e comunidades. Atua tanto na pesquisa acadêmica, como na implantação de projetos junto a governos, empresas, organismos internacionais e instituições de educação. Sua formação é multidisciplinar, o que lhe permite atuar em diferentes contextos: é Bacharel em Letras e Bacharel em Direito pela Universidade Mackenzie, Pós-Graduada em Neuropsicologia pelo CDN-UNIFESP; é a única instrutora certificada no Brasil pelo International Buddhist Academy (Katmandu/Nepal) e pela Fundação Sakya (Espanha), como Instrutora em Meditação Budista, com profundo conhecimento das práticas e da psicologia budista e sua adequação a contextos laicos.

Participou de cursos e pesquisas com Geshe Lobsang Tenzin Negi, Ph.D no programa CBCT- Cognitively-Based CompassionTraining da Emory University; com Alan Walace, do  Instituto Santa Bárbara de Estudos da Consciência (EUA); no Mosteiro Sakya Tsarpa Thupten Dekyid Oedbar Ling; The International Buddhist Academy (IBA); The Sakya College; pesquisou sobre práticas contemplativas aplicadas à educação em diversas instituições, entre elas The Sakya Centre; Thubten Namgyal Ling: The Sakya Institute; Tibetan Homes Schools - instituição de educação estabelecida pelo Dalai Lama em 1962. É Consultora em Cultura de Paz da UNESCO, professora nos MBAs da Fundação Getúlio Vargas, professora da UMAPAZ-Universidade do Meio Ambiente e Cultura de Paz de São Paulo;  Professora convidada na UNIFESP nas áreas de saúde, educação e transdisciplinaridade; Foi Diretora de Sustentabilidade do CIESP. Foi "case" internacional, na Universidade de Toronto. É palestrante, articulista em diversos meios de comunicação, autora de livros e programas de  e-learning. E o mais importante: acredita que todas as pessoas podem desenvolver seu nível de excelência, e trabalha para isso com muito entusiasmo!



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