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Uma mente engajada – ainda dá tempo!


02/03/2018

 

Março chegou. Alguém se lembra das belas intenções do início do ano?

Este é um bom momento para checar o que se estabeleceu como aspiração na sua mente, naqueles momentos de celebração da virada do ano. É uma aspiração benéfica? Como sustentar essa motivação interna? Se valer à pena, engaje-se nessas ações. Experimente, pratique, e não desperdice seu tempo de vida em 2018.

Aspiração e engajamento e são posições diferentes.

Inúmeras vezes nossa mente é povoada por belíssimas aspirações, permeadas da motivação genuína de nos engajarmos em uma trajetória de vida que tenha propósito, que faça sentido, que nos aproxime da felicidade, que preencha nossa vida de amor, empatia e compaixão.

Mas também, por inúmeras vezes, essas aspirações são soterradas por obscurecimentos mentais: emoções aflitivas, pressão do dia-a-dia, crença de que não vale à pena o esforço, ou que não se vai conseguir.

Aí começam a surgir as desculpas e explicações: falta de tempo, de recursos, de ânimo, de apoio, e de tudo o que falta pra realizar suas aspirações e que sobra pra fazer o que talvez não vale tanto à pena.

Ou então vem o repertório de culpados: o pai, a mãe, o marido, os filhos, o chefe, o governo, e tantos outros a quem transferimos a responsabilidade por aquilo que só diz respeito a nós mesmos.

Tudo isso se instala na mente, sem que a gente nem perceba, e obscurece aquelas aspirações reluzentes, que vão se tornando sonhos longínquos, rumo ao esquecimento.

Uma forma de sustentar as aspirações luminosas é se lembrar da impermanência da vida. Ou seja, lembrar sempre que, deixar para depois pode significar nunca mais nessa vida. Que desperdício de oportunidade!

Agradecer pela preciosidade da vida humana é outra forma de sustentar essa motivação benéfica. Lembrar-se todos os dias, que nascer como ser humano é uma oportunidade única, que reúne um imenso conjunto de potencialidades voltadas para a auto-realização, irradiando impactos benéficos por onde passar.

Para colocar isso em prática, comece abrindo espaço na vida para o que é relevante. Analise o que pode deixar de lado, o que não tem tanta importância, o que é preciso renunciar para poder se dedicar ao que de fato importa. Um pouco de esforço será necessário.

Isso significa fazer escolhas conscientes. Dedicar tempo, recursos e prática para sustentar sua motivação. Lembre que algo benéfico é sempre alguma coisa que resulta em benefícios não só para você, mas para muitos outros também.

Sustente o foco da sua atenção nessa aspiração luminosa. E de repente você se vê agindo, movido por sua motivação benéfica. Aí começa uma mudança na prática. É a transformação que resulta de uma mente engajada, e não somente de uma aspiração bem-intencionada.

Lembro da minha mãe me dizendo que tudo nessa vida começa pequeno. E vai crescer se houver energia disponível.

Aprendi com a tradição budista que podemos gerar a mente da iluminação, isto é, uma mente comprometida com o benefício para todos os seres. Não precisa ser budista para moldar a mente dessa forma. Mas é preciso praticar, sustentar essa aspiração benéfica em cada momento e em cada ação.

O resultado imediato é que a gente se sente mais feliz. E as pessoas do entorno também. O mundo fica um pouco melhor. Isso já vale muito à pena.

E aí, vai se engajar? Março chegou...





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Quem faz

Regina Migliori dedica-se a desenvolver o potencial ético e sustentável das pessoas, organizações e comunidades. Atua tanto na pesquisa acadêmica, como na implantação de projetos junto a governos, empresas, organismos internacionais e instituições de educação. Sua formação é multidisciplinar, o que lhe permite atuar em diferentes contextos: é Bacharel em Letras e Bacharel em Direito pela Universidade Mackenzie, Pós-Graduada em Neuropsicologia pelo CDN-UNIFESP. Realizou estudos e pesquisas sobre práticas contemplativas com Alan Walace, do  Instituto Santa Bárbara de Estudos da Consciência (EUA); no Mosteiro Sakya Tsarpa Thupten Dekyid Oedbar Ling; The International Buddhist Academy (IBA); The Sakya College; pesquisou sobre práticas contemplativas aplicadas à educação em diversas instituições, entre elas The Sakya Centre; Thubten Namgyal Ling: The Sakya Institute; Tibetan Homes Schools - instituição de educação estabelecida pelo Dalai Lama em 1962. É Consultora em Cultura de Paz da UNESCO, professora nos MBAs da Fundação Getúlio Vargas, professora da UMAPAZ-Universidade do Meio Ambiente e Cultura de Paz de São Paulo;  Professora convidada na UNIFESP nas áreas de saúde, educação e transdisciplinaridade; Foi Diretora de Sustentabilidade do CIESP. Foi "case" internacional, na Universidade de Toronto. É palestrante, articulista em diversos meios de comunicação, autora de livros e programas de  e-learning. E o mais importante: acredita que todas as pessoas podem desenvolver seu nível de excelência, e trabalha para isso com muito entusiasmo!



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