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Ritmo da respiração afeta memória e emoções


29/05/2017

Cientistas da Universidade Northwestern (EUA) identificaram pela primeira vez, que o ritmo da respiração de fato muda o nosso cérebro, por meio de uma atividade elétrica mensurável.

O estudo demonstra que essa atividade elétrica no cérebro melhora os julgamentos emocionais e a recordação de eventos passados.

Esses efeitos variam, de acordo com a fase da respiração - se a pessoa está inspirando ou expirando, e se ela respeita pelo nariz ou pela boca.

“Uma das principais descobertas deste estudo é que existe uma diferença significativa na atividade cerebral da amígdala e do hipocampo durante a inspiração em comparação com a expiração,” explicou Christina Zelano, professora assistente de neurologia da Escola de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern. “Descobrimos que, quando você inspira, está estimulando neurônios no córtex olfativo, amígdala e hipocampo, através do sistema límbico.”

No experimento que tinha como objetivo acessar a função da memória — ligada ao hipocampo — os participantes observaram fotos de objetos em uma tela de computador e foram instruídos a memorizá-las. Os pesquisadores descobriram que os indivíduos se lembraram melhor quando tinham encarado as imagens durante a inspiração.

No estudo relacionado às emoções, as pessoas foram capazes de identificar mais rapidamente, um rosto expressando medo, enquanto inalavam do que quando exalavam. Os indivíduos tinham mais facilidade em se lembrar de um objeto, quando se deparavam com ele enquanto inspiravam do que quando expiravam. Este efeito desaparecia, se eles estivessem respirando pela boca.

Também houve diferença na resposta, dependendo das emoções envolvidas: os efeitos observados com um rosto expressando medo não se repetiram quando o rosto observado expressava surpresa.

A amígdala está fortemente associada ao processamento emocional, em particular às emoções relacionadas ao medo. Desse modo, os cientistas pediram para cerca de 60 indivíduos, no ambiente do laboratório, tomarem uma decisão rápida sobre expressões emotivas enquanto registravam as respirações deles.

Os pesquisadores concluíram que uma respiração rápida pode conferir vantagens quando alguém está numa situação perigosa. "Se você está em um estado de pânico, seu ritmo de respiração se torna mais rápido”, afirma Zelano. “Como resultado, você passará proporcionalmente mais tempo inalando do que quando está em um estado de calma. Desta forma, a resposta inata do nosso corpo ao medo, com uma respiração mais rápida, pode ter um impacto positivo sobre o funcionamento cerebral e resultar em respostas mais rápidas a estímulos perigosos no ambiente."

Outro insight potencial da pesquisa diz respeito aos mecanismos básicos da meditação ou percepção consciente da respiração. “Quando você inspira, você está, em certa medida, sincronizando oscilações cerebrais através da rede límbica,” afirmou Zelano.
 

Assista aqui o vídeo sobre a pesquisa

 

Estudo publicado pelo Journal of Neuroscience em 07/12/2016. O autor sênior é Jay Gottfried, professor de neurologia na da Escola de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern.





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Regina Migliori dedica-se a desenvolver o potencial ético e sustentável das pessoas, organizações e comunidades. Atua tanto na pesquisa acadêmica, como na implantação de projetos junto a governos, empresas, organismos internacionais e instituições de educação. Sua formação é multidisciplinar, o que lhe permite atuar em diferentes contextos: é Bacharel em Letras e Bacharel em Direito pela Universidade Mackenzie, Doutoranda em História e Filosofia da Ciência na Universidade Nacional Tres de Febrero de Buenos Aires, Pós-Graduada em Neuropsicologia pelo CDN-UNIFESP. Realizou estudos e pesquisas sobre práticas contemplativas com Alan Walace, do  Instituto Santa Bárbara de Estudos da Consciência (EUA); no Mosteiro Sakya Tsarpa Thupten Dekyid Oedbar Ling; The International Buddhist Academy (IBA); The Sakya College; pesquisou sobre práticas contemplativas aplicadas à educação em diversas instituições, entre elas The Sakya Centre; Thubten Namgyal Ling: The Sakya Institute; Tibetan Homes Schools - instituição de educação estabelecida pelo Dalai Lama em 1962. É Consultora em Cultura de Paz da UNESCO, professora nos MBAs da Fundação Getúlio Vargas, professora da UMAPAZ-Universidade do Meio Ambiente e Cultura de Paz de São Paulo;  Professora convidada na UNIFESP nas áreas de saúde, educação e transdisciplinaridade; Foi Diretora de Sustentabilidade do CIESP. Foi "case" internacional, na Universidade de Toronto. É palestrante, articulista em diversos meios de comunicação, autora de livros e programas de  e-learning. E o mais importante: acredita que todas as pessoas podem desenvolver seu nível de excelência, e trabalha para isso com muito entusiasmo!



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