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O mundo mudou. E seu diploma, caducou?


20/03/2017

O conhecimento se transforma. As circunstâncias da vida também. Você aprendeu a se transformar, a acompanhar a impermanência, a não sofrer diante das mudanças do mundo? Se não aprendeu, prepare-se, pois o mundo não para. 

Um mundo com muito mais pontos de contato do que se conhecia, revelando a velocidade da impermanência e a profunda interdependência entre pessoas, culturas, países, modelos de conhecimento, de trabalho, e todos os demais aspectos da vida. Mudança sempre existiu e continuará existindo. Mas parece que tudo muda muito rápido.

Estamos habituados a lidar com desafios cotidianos. Mas o que se apresenta na atualidade não é só um novo desafio. Pela primeira vez, nos confrontamos com a diversidade humana de forma simultânea e global.  É uma nova categoria de desafios.

Estamos sendo desafiados a compreender nossa interdependência e tomar decisões no patamar global como humanidade. Mais ainda, conseguir abordar este novo cenário de maneira sistêmica, benéfica e responsável. 

Nesse cenário, educação não pode ser um processo com foco exclusivo em conteúdos e títulos acadêmicos.  Em sua grande maioria, escolas e universidades ainda se estruturam com base na crença de que, alguns anos de estudo e um diploma garantem o que você precisa saber para o resto da vida. É a educação para um mundo estático. Pura ilusão!

Independente da abordagem adotada para compreender a transformação da sociedade, há consenso sobre a existência de um novo e desafiador cenário, que requer urgentes mudanças nos processos de educação. Só o diploma não basta.

Esse novo cenário exige a ampliação da visão do ser humano sobre si mesmo: descobrir e desenvolver novas potencialidades, acionar cérebros, mentes e consciências de forma mais criativa, flexível, inteligente e harmônica.  Sua escola faz isso?

Escolas e universidades precisam oferecer experiências de desenvolvimento humano que impulsionem múltiplas inteligências, diferentes processos mentais, comportamentos, formas de se relacionar e agir com responsabilidade sobre os impactos provocados. É assim que as pessoas aprendem a se relacionar consigo mesmo, com o conhecimento e com o mundo. É preciso ensinar a se transformar. Sua escola faz isso?  

É fundamental que educadores, escolas e universidades assumam a responsabilidade de educar com duas abordagens:  o acesso ao estado da arte do conhecimento e o desenvolvimento humano das pessoas. 

Oferecer programas, metodologias e processos educativos que habilitem os estudantes a lidar com novas questões, sob a ótica pessoal e global. 

Se as instituições formais de educação não viabilizarem o que se tornou urgente e necessário, os jovens irão buscar outras alternativas educativas. E já estão fazendo isso. Ou simplesmente seguirão abandonando a escola, por não identificar valor no que acontece por ali. 

Uma educação sem propósito resulta em experiências de sofrimento, e vidas vazias de significado. Sem propósito, pessoas agem como se não houvesse futuro. 





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Quem faz

Regina Migliori dedica-se a desenvolver o potencial ético e sustentável das pessoas, organizações e comunidades. Atua tanto na pesquisa acadêmica, como na implantação de projetos junto a governos, empresas, organismos internacionais e instituições de educação. Sua formação é multidisciplinar, o que lhe permite atuar em diferentes contextos: é Bacharel em Letras e Bacharel em Direito pela Universidade Mackenzie, Doutoranda em História e Filosofia da Ciência na Universidade Nacional Tres de Febrero de Buenos Aires, Pós-Graduada em Neuropsicologia pelo CDN-UNIFESP. Realizou estudos e pesquisas sobre práticas contemplativas com Alan Walace, do  Instituto Santa Bárbara de Estudos da Consciência (EUA); no Mosteiro Sakya Tsarpa Thupten Dekyid Oedbar Ling; The International Buddhist Academy (IBA); The Sakya College; pesquisou sobre práticas contemplativas aplicadas à educação em diversas instituições, entre elas The Sakya Centre; Thubten Namgyal Ling: The Sakya Institute; Tibetan Homes Schools - instituição de educação estabelecida pelo Dalai Lama em 1962. É Consultora em Cultura de Paz da UNESCO, professora nos MBAs da Fundação Getúlio Vargas, professora da UMAPAZ-Universidade do Meio Ambiente e Cultura de Paz de São Paulo;  Professora convidada na UNIFESP nas áreas de saúde, educação e transdisciplinaridade; Foi Diretora de Sustentabilidade do CIESP. Foi "case" internacional, na Universidade de Toronto. É palestrante, articulista em diversos meios de comunicação, autora de livros e programas de  e-learning. E o mais importante: acredita que todas as pessoas podem desenvolver seu nível de excelência, e trabalha para isso com muito entusiasmo!



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