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Liberdade e autonomia, pero no mucho!


10/11/2017

Cerca de 3.201 famílias no Brasil aderiram à educação domiciliar, ou seja, decidiram que seus filhos não vão à escola, aprendem em casa ou na convivência em outros grupos. 

Quem é contra, afirma que a lei não permite criança fora da escola, e que é preciso conviver com a diversidade que a escola promove. Quem é a favor, afirma que a maior parte dos praticantes do homeschooling tem outras atividades que proporcionam o convívio social, e que a ideia de que a escola pressupõe uma diversidade pode não ser tão real: afirmar que as crianças que estudam em casa são expostas apenas ao convívio com a mesma classe social, econômica e mesmos valores e orientações religiosas, é ignorar que isso já acontece quando se estuda em uma escola pública, privada ou confessional. 

No Brasil, o Estado insiste em regular milimetricamente as relações pessoais, do nascer ao morrer, com tudo que acontece entre esses dois momentos. É quase uma prisão, e tem gente que chama tudo isso de “direitos”. 

Discute-se se o parto em casa ou acompanhado de doula deve ser permitido. Se é permitido deixar-se morrer em casa, longe do hospital e das formas artificiais de sustentação da vida. A legislação trabalhista coloca todas as barreiras possíveis, para que as relações de trabalho não possam ser definidas pelas partes interessadas, do jeito que ambos combinarem, como se de um lado sempre houvesse um mocinho indefeso e do outro, um bandido prestes a atacar. 

Casar então, nem se fala! Só com quem, como e quando o Estado permitir: veja as lutas e esforços para validar o divórcio, a união estável, os casais homoafetivos – será que é muito simplista desejar que o Estado simplesmente aceite que duas pessoas resolveram se casar? 

Aprender é outro problema: o Estado tem leis que definem o que todos vão aprender na escola, na universidade, na pós-graduação, estejam ou não interessados. E não adianta dizer que seus interesses são outros – é conteúdo obrigatório e pronto. 

Em tempos de defesa das liberdades de gênero, de respeito pela diversidade, de derrubada de fronteiras e barreiras artificiais, está na hora de poder nascer, viver e morrer com autonomia, sem precisar da tutela do Estado para cada movimento e em cada decisão.

Afinal, somos ou não somos cidadãos capazes perante a lei? Às vezes parece que o próprio Estado duvida disso. 




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