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Você tem um emprego, carreira ou “chamado”?


18/04/2019

 

Muitas pessoas consideram a atividade profissional como um emprego que garante uma forma de ganhar dinheiro. Alguns têm uma carreira, e se concentram no avanço ao longo do tempo. Outros entendem seu trabalho como um “chamado”, isto é, socialmente valioso, mesmo que as tarefas envolvidas nem sempre sejam agradáveis.

Esta é a conclusão da pesquisa da Dra. Amy Wrzesniewski, da Yale School of Management. A questão central da sua pesquisa é: O que torna o trabalho gratificante? As respostas identificadas pela pesquisa, contribuem para a crescente evidência de que, a motivação pessoal, os traços de personalidade e comportamento têm implicações reais na maneira como vivenciamos nosso trabalho. Um trabalho em si não é espetacular nem terrível, pois a experiência que temos ao realizar um trabalho, depende muito do que trazemos para ele. O significado e a satisfação não estão posicionados lá na sala da diretoria, fora do alcance da maioria das pessoas, e um “chamado” não está incorporado a nenhuma atividade profissional específica.

Duas pessoas na mesma posição: por que uma achará seu trabalho mais satisfatório que a outra?

Tendo duas pessoas na mesma posição, por que uma delas achará seu trabalho mais satisfatório que o outra? Ou, ao receber o mesmo resumo sobre uma pessoa desconhecida, por que cada pessoa oferece uma interpretação muito diferente do trabalho do estranho? Se o trabalho de determinada pessoa, é descrito como "basicamente uma necessidade da vida, muito parecido com dormir ou respirar", você diria que é muito importante para ela, ou você diria que é um "dia de trabalho sem inspiração" sobre o qual ela não pensa muito? Quais fatores são responsáveis ??pela diferença?

Emprego, carreira ou chamado?

Talvez possamos habitar vários desses mindsets ao longo de um mesmo dia, ou em determinados períodos. Prestar atenção a essa variação pode nos ajudar a perceber quando estamos vivendo um estado mental mais ou menos alinhado ao nosso propósito.

Isso não significa que um emprego não seja um propósito em si. Se um trabalho permite comprar comida para os filhos e fornecer um lugar confortável para descansar nossos corpos à noite, estamos cumprindo um propósito. Porém, é importante manter-se consciente sobre a forma como pensamos e o que sentimos em relação ao nosso trabalho, para poder decidir se essa estrutura nos serve.

De acordo com Wrzesniewski, as pessoas que consideram seu trabalho como um chamado tendem a ser mais satisfeitas com a forma como ganham a vida do que aquelas que pensam em seu trabalho apenas como um emprego. Isso pode não ser surpreendente, mas o que é surpreendente é que a diferença nessas orientações não ocorre simplesmente em função do tipo de trabalho que realizamos ou do papel que desempenhamos dentro de uma organização.

Wrzesniewski entrevistou pessoas que têm diferentes atividades: médicos, enfermeiros, funcionários de custódia hospitalar, bibliotecários, programadores de computador, funcionários administrativos, funcionários do zoológico e, quando solicitados a descrever seu trabalho, essas pessoas usaram um dos três rótulos: emprego, carreira ou vocação.

Por exemplo, em um dos grupos, a pesquisadora reuniu funcionários administrativos com idade, renda e nível educacional comparáveis. Nove disseram que tinham “empregos”, sete sentiam que tinham “carreiras” e oito descreviam seu trabalho como um “chamado”. As diferenças relacionadas ao grau de satisfação experimentado pelos trabalhadores eram reais e mensuráveis. Os trabalhadores de “carreira” permaneceram em suas posições por mais tempo do que seus pares com “empregos”, e aqueles com um “chamado” perderam menos dias de trabalho.

A habilidade de encontrar as ações significativas e factíveis que agreguem propósito ao nosso emprego, é fundamental para personalizar o trabalho e alinhá-lo aos nossos valores.

Outro exemplo interessante é o do resultado com o grupo de faxineiros de um hospital, onde as pessoas têm visões profundamente diferentes sobre seu desempenho no mesmo papel. Alguns faxineiros acreditam que são parte essencial da recuperação de um paciente. Buscam formas de tornar seu trabalho mais favorável à cura dos pacientes, modificam o tipo e o momento da limpeza para lidar com as necessidades do paciente e conversam com os pacientes em seus quartos enquanto trabalhavam. Alguns deles até mantiveram contato com os pacientes depois de receber alta. Estes são exemplos do “comportamento extra-papel”, ou seja, realizar ações que estão fora dos deveres atribuídos à nossa posição. Essa habilidade de identificar ações significativas e factíveis, que transformam o emprego em um trabalho com propósito, é fundamental para personalizar o trabalho e alinhá-lo aos nossos próprios valores

O objetivo desses estudos não é demonstrar que faxineiros e outras posições de baixa remuneração devam ter uma atitude positiva. Porém, é o que muitos fazem, e podemos aprender com eles. É fundamental trazer um propósito ao próprio trabalho, não importando o quanto nossos empregos possam ser ruins. É possível fazer isso imediatamente.

Inúmeras pesquisas têm demonstrado os benefícios reais e mensuráveis em função de se ter um propósito no trabalho. Assim como esses benefícios afetam nossa qualidade de vida no dia-a-dia, as ações que tomamos em apoio ao nosso propósito são também incrementais e cotidianas. O propósito abrange nossa lista de tarefas, nossos telefonemas, nossos e-mails, nossos deslocamentos.

O trabalho cotidiano pode facilmente, nos deixar entediados ou esgotados. Para muitas pessoas, é nesse momento que começa surgir o desejo por uma mudança de carreira. Porém, na maioria das vezes, antes disso é preciso se reconectar aos próprios valores e aos benefícios para o mundo produzidos com o trabalho que realizamos.

Não temos que esperar que o trabalho se torne significativo, por conta de alguma promoção ou futura mudança de carreira. Podemos colocar nossos corações no que estamos fazendo agora. Quais lacunas, entre o seu propósito e suas ações, você quer abordar agora?




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